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SoPapos 2011

Autor: Magno, M.D.
Editora: NovaMente Editora

A dissolução das formações – que o pensamento de Freud introduziu como ana-lysis – é o que vemos impulsionado com força inusitada pela expansão planetária da tecnologia. A tecnologia esfacela, pulveriza as formações, mas não busca formações de compreensão. Eis uma tarefa da psicanálise: além de dissolver as formações, procurar montar um aparelho compreensivo do que acontece hoje.

R$ 48,00

Para pagamentos em boleto, existe uma taxa de R$ 8,50

    

Ficha Técnica

ISBN: 978-85-87727-69-5
Idioma: Português
Encadernação: brochura
Dimensão: 16 x 23 cm
Peso: 0.379 Kg
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2016
Número de Páginas: 217

Sinopse

 

Desde os anos 1970, MD Magno vem interruptamente realizando Seminários, depois Falatórios, e agora SóPapos: “conversas aleatórias com companheiros agoraqui mais ou menos interessados, deixando correr os papos no aleatório, mas sem jogar conversa fora”. A série dos SóPapos tem início com este livro, que transcreve as conversas ocorridas em 2011. 
São muitas as questões e temas considerados, sempre no interesse de desenvolver a reformatação da psicanálise que o autor realizara nos anos 1980 com o nome de Nova Psicanálise ou NovaMente: 
Quanto à teoria do conhecimento, pergunta ele: “Qual ciência não é conjetural?” Sua resposta: “é tudo conjetura, ficção, aposta, tentativa de organizar o pensamento, de saber onde é e onde não é o limite...” Este é um raciocínio de base da Teoria das Formações, que ele vem trabalhando desde 1990. Tudo que há é tomado como Formações do Haver, a serem abordadas segundo a transa em que estão imersas.
Pensar assim tem consequências importantes para a Clínica psicanalítica. Nela, não se trata de privilegiar esta ou aquela manifestação, pois o Inconsciente se manifesta a cada passo sempre, sem hierarquia, momento ou maneira: ele está falando em qualquer situação. As formações sintomáticas se expõem, seus conteúdos não interessam. A psicanálise não é confessionário, ela faz análise de formações, e não de conteúdos. 
Outro tema é o da Modernidade, que, para Magno, é a capacidade de dissolver as formações, de deixar solto: ser moderno é ser disponível em qualquer época da história. O “Pós-moderno” é apenas o moderno tomando consciência de sua modernidade, ou seja, de suas precariedade e relatividade. Isto resulta num veemente processo crítico da própria modernidade – e se coaduna com a função da psicanálise: dissolver a cultura. 
A Teoria das Formações também propõe uma Teoria Geral do Poder (não como poder já estabelecido, e sim) como verbo: qualquer formação tem poder, ela pode certas coisas – e só pode por ser constituída de várias formações que lhe dão esse poder. A psicanálise, em seu aspecto de clínica cotidiana, precisa prestar atenção aos poderes que lá estão em jogo. Ana-lisar é partir tudo em pedacinhos e entender a menor formação possível de ser entendida, aquela que, em última instância, está constituindo os poderes.
Quanto às práticas eróticas, diz Magno que não são perversões, e sim diversões. Perversão é: aquele que tem “o instinto assassino de querer dizer o que o outro deve ser”. A psicanálise nada tem a dizer sobre como se deve ser. Se tem a dizer, não é mais psicanálise, é filosofia. A psicanálise tem a dizer o que ela está vendo que é, sem fazer a menor ideia do que deve ser.
A dissolução das formações – que o pensamento de Freud introduziu como ana-lysis – é o que vemos impulsionado com força inusitada pela expansão planetária da tecnologia. A tecnologia esfacela, pulveriza as formações, mas não busca formações de compreensão. Eis uma tarefa da psicanálise: além de dissolver as formações, procurar montar um aparelho compreensivo do que acontece hoje.

Desde os anos 1970, MD Magno vem interruptamente realizando Seminários, depois Falatórios, e agora SóPapos: “conversas aleatórias com companheiros agoraqui mais ou menos interessados, deixando correr os papos no aleatório, mas sem jogar conversa fora”. A série dos SóPapos tem início com este livro, que transcreve as conversas ocorridas em 2011. São muitas as questões e temas considerados, sempre no interesse de desenvolver a reformatação da psicanálise que o autor realizara nos anos 1980 com o nome de Nova Psicanálise ou NovaMente: Quanto à teoria do conhecimento, pergunta ele: “Qual ciência não é conjetural?” Sua resposta: “é tudo conjetura, ficção, aposta, tentativa de organizar o pensamento, de saber onde é e onde não é o limite...” Este é um raciocínio de base da Teoria das Formações, que ele vem trabalhando desde 1990. Tudo que há é tomado como Formações do Haver, a serem abordadas segundo a transa em que estão imersas.Pensar assim tem consequências importantes para a Clínica psicanalítica. Nela, não se trata de privilegiar esta ou aquela manifestação, pois o Inconsciente se manifesta a cada passo sempre, sem hierarquia, momento ou maneira: ele está falando em qualquer situação. As formações sintomáticas se expõem, seus conteúdos não interessam. A psicanálise não é confessionário, ela faz análise de formações, e não de conteúdos. Outro tema é o da Modernidade, que, para Magno, é a capacidade de dissolver as formações, de deixar solto: ser moderno é ser disponível em qualquer época da história. O “Pós-moderno” é apenas o moderno tomando consciência de sua modernidade, ou seja, de suas precariedade e relatividade. Isto resulta num veemente processo crítico da própria modernidade – e se coaduna com a função da psicanálise: dissolver a cultura. A Teoria das Formações também propõe uma Teoria Geral do Poder (não como poder já estabelecido, e sim) como verbo: qualquer formação tem poder, ela pode certas coisas – e só pode por ser constituída de várias formações que lhe dão esse poder. A psicanálise, em seu aspecto de clínica cotidiana, precisa prestar atenção aos poderes que lá estão em jogo. Ana-lisar é partir tudo em pedacinhos e entender a menor formação possível de ser entendida, aquela que, em última instância, está constituindo os poderes.Quanto às práticas eróticas, diz Magno que não são perversões, e sim diversões. Perversão é: aquele que tem “o instinto assassino de querer dizer o que o outro deve ser”. A psicanálise nada tem a dizer sobre como se deve ser. Se tem a dizer, não é mais psicanálise, é filosofia. A psicanálise tem a dizer o que ela está vendo que é, sem fazer a menor ideia do que deve ser.A dissolução das formações – que o pensamento de Freud introduziu como ana-lysis – é o que vemos impulsionado com força inusitada pela expansão planetária da tecnologia. A tecnologia esfacela, pulveriza as formações, mas não busca formações de compreensão. Eis uma tarefa da psicanálise: além de dissolver as formações, procurar montar um aparelho compreensivo do que acontece hoje.


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