SóPapos 2012

SóPapos 2012
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Este livro transcreve a fala de MD Magno em 2012. Continua aqui a publicação de seus SóPapos, iniciados em 2011 (“deixando correr os papos no aleatório, mas sem jogar conversa fora”), após os Seminários (1976-1999) e os Falatórios (2000-2010), todos realizados de modo ininterrupto. É a conversa sobre a Nova Psicanálise ou NovaMente, desenvolvida por ele desde a década de 1980: reformatação do aparelho teórico-prático da psicanálise em consonância com as questões atuais do pensamento.

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Sinopse

SóPapos 2012

Este livro transcreve a fala de MD Magno em 2012. Continua aqui a publicação de seus SóPapos, iniciados em 2011 (“deixando correr os papos no aleatório, mas sem jogar conversa fora”), após os Seminários (1976-1999) e os Falatórios (2000-2010), todos realizados de modo ininterrupto. É a conversa sobre a Nova Psicanálise ou NovaMente, desenvolvida por ele desde a década de 1980: reformatação do aparelho teórico-prático da psicanálise em consonância com as questões atuais do pensamento.

O papo se inicia com o tema da transferência, aponta a assimetria das posições de analista e analisando, e esclarece questões como a transferência positiva, a negativa e a chamada contra-transferência, a partir da consideração das bases inconscientes dos vínculos. Situa as contribuições de Melanie Klein e Anna Freud para a análise da criança: aquela indica a presença de processos inconscientes pré-edipianos; e esta reflete sobre a função adaptativa do recalque. Para a NovaMente, trata-se da pedagogia freudiana: operar a alternância entre recalque e juízo foraclusivo, a cada caso – uma pedagogia que favoreça o entendimento psíquico dos gradientes de impossibilidade (recalque em nível absoluto e modal) e sua instrumentalização para a produção de mais e melhores funcionalidades (juízo foraclusivo).

O autor também conversa sobre a Teoria das Formações, apresentada como ferramenta descritiva e situacional indispensável para acompanhar o panorama teórico-clínico da Nova Psicanálise. Efeitos dessa mudança de perspectiva estão no modo de tratar as questões sobre o conhecimento, a operação do recalque a partir de seus gradientes, a ordem sintomal da espécie dita humana, Ocidente e Oriente como diferenças funcionais, e o lugar terceiro da psicanálise.

Uma tese forte é: o advento da psicanálise exige a revisão de todos os saberes e a reescrita permanente das teorias psicanalíticas. Suas consequências para a Teoria do Conhecimento da Nova Psicanálise, denominada Gnômica, implicam a valoração ad hoc das formações de saber e a hierarquização instrumental e funcional das formações.

Questões como a hegemonia da informação, a exigência de uma nova ordem mental, a impostura da democracia, os aparatos de crença que vigoraram no século XX, são analisadas à luz da ferramenta clínica do Creodo Antrópico. Opera-se uma leitura psicanalítica da história em geral e do percurso de cada um segundo bases sintomais que incluem a ordem biótica da espécie e sua pressão configurante, entrelaçadas à ordem da cultura e sua inércia paralisante. A ideia de creodo (neologismo formado nos primórdios da epigenética e assimilado pela teoria das catástrofes, de René Thom, para designar raciocínios abstratos de “caminho obrigatório”) implica reconhecer que essas bases sintomais impõem caminhos limitantes que nossos processos de metamorfose precisam considerar. E mais, incluir o Inconsciente na análise histórica e pessoal significa contar com a chance de algum acontecimento que, ultrapassando o desenho sintomático da situação, pressiona no sentido da suspensão e recomposição das referências dos discursos no mundo.

Por fim, continua a revisão da situação clínica da chamada psicose, aqui entendida como Morfose Regressiva, a partir de um HiperRecalque. O conceito de foraclusão do Nome do Pai é problematizado e dispensado pelo raciocínio quantitativo próprio do conceito de HiperRecalque. Em consequência, entende-se que o fenômeno do totalitarismo se funda em bases sintomáticas hiperrecalcantes (ideológicas e religiosas) tomadas como formações fundacionais de extremismos estatais por Estados e Igrejas que delas se aproveitam no sentido de mais poder. O que viabiliza os processos de manipulação são as formações sintomáticas que aderem a articulações totalitárias de aparência de segurança e ordem, por acharem que, assim, eliminarão a fragilidade e a incerteza constitutivas de nossa condição.

Ficha Técnica

ISBN: 978-65-88357-09-5
Idioma: Português
Peso: 0.000 Kg
Edição:
Ano de Lançamento: 2021
Número de Páginas: 193

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